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Zema diz ser contra golpe, se distancia de Bolsonaro e defende anistia

Por Notícias ao Minuto05:45
Zema diz ser contra golpe, se distancia de Bolsonaro e defende anistia

Pré-candidato do Novo afirmou ser contra qualquer tentativa de golpe, disse ter diferenças com Jair Bolsonaro na pandemia e na defesa da democracia, mas manteve apoio à anistia ao ex-presidente

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Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência da República, tentou se afastar politicamente de Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (6), ao afirmar que é contra qualquer tentativa de golpe e que tem diferenças em relação ao ex-presidente.

 

As declarações foram dadas durante um debate promovido pelo grupo Derrubando Muros, em São Paulo. No encontro, o ex-governador de Minas Gerais disse que sua relação com Bolsonaro foi circunstancial e esteve ligada principalmente à eleição de 2018 e à oposição ao PT.

“O que aconteceu foi eu ter sido eleito junto com o Bolsonaro”, afirmou Zema. Segundo ele, o apoio dado ao ex-presidente no segundo turno de 2022 teve como motivação a disputa contra o PT, partido que responsabiliza pela situação financeira de Minas Gerais.

“Onde o PT estiver disputando uma eleição, eu vou lá apoiar quem está do outro lado, mesmo sendo o Bolsonaro. Eu apoiei o Bolsonaro no segundo turno de 2022 contra o PT”, declarou.

Zema também buscou marcar distância da postura adotada por Bolsonaro durante a pandemia. O pré-candidato afirmou que, em Minas Gerais, conduziu o período de forma diferente da do então presidente e disse acreditar na ciência.

Na área institucional, o ex-governador se declarou democrata e afirmou confiar nas urnas eletrônicas. Apesar disso, defendeu a adoção de algum tipo de mecanismo impresso que permita conferências aleatórias e auditorias no sistema de votação.

“Sou totalmente contrário a qualquer tentativa de golpe”, disse.

Mesmo ao tentar se desvincular de Bolsonaro, Zema manteve a defesa da anistia ao ex-presidente. Ele afirmou que o caso poderia passar por um novo julgamento.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Para o STF, o ex-presidente atuou como mentor intelectual da trama golpista, fomentou acampamentos, participou da elaboração de minutas e monitorou autoridades.
 
 

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil

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