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Lula defende investimento em defesa para 'ninguém meter nariz no nosso país'

Por Folhapress21:36
Lula defende investimento em defesa para 'ninguém meter nariz no nosso país'

Chefe do Executivo visitou fábrica da Avibras, que produz mísseis e foguetes, no interior de São Paulo. Presidente diz que Forças Armadas têm de estar bem-treinadas

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JACAREÍ, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feira (24) mais investimentos nas Forças Armadas brasileiras "para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país".

 

O chefe do Executivo visitou a fábrica Avibras, empresa do segmento de defesa que produz mísseis e foguetes, em Jacareí, no interior de São Paulo.

"Eu quero as Forças Armadas bem-preparadas, bem-treinadas, com soldados que forem suficientes para tomar conta dessa país", disse o presidente no evento.

"Para que a gente possa levantar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando de paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país", completou.

O presidente afirmou ainda estar feliz pelos trabalhadores da Avibras, que firmaram um acordo com a empresa para pôr fim a uma greve que durou anos e paralisou a operação da companhia.

A empresa retomou as atividades, em maio. A companhia produz mísseis, foguetes, veículos e lançadores espaciais civis, entre outros.

Sob crise financeira, a Avibras passou cerca de três anos paralisada depois que funcionários iniciaram uma greve por falta de pagamento.

O acordo assinado entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a Avibras determina o pagamento da dívida trabalhista em forma de indenização social. O débito está acumulado desde 2022 e soma R$ 230 milhões, segundo o sindicato.

A companhia conseguiu neste ano R$ 300 milhões de investidores brasileiros para retomar a produção de mísseis. Entre os investidores, está o empresário Joesley Batista, controlador da J&F.

Antes de desligar as máquinas de sua fábrica, a Avibras tinha como principais clientes países como Árabia Saudita, Catar, Indonésia e Malásia. E, no passado, forneceu equipamentos para as guerras Irã-Iraque e do Golfo, ocorridas nas décadas de 1980 e 1990.

Companhia privada, é vista como um ativo estratégico por pessoas ligadas ao governo. Guilherme Boulos (PSOL), hoje ministro-chefe da Secretaria Geral da República, é um dos que defendem abertamente a estatização da companhia, tendo criado um projeto de lei com essa finalidade.

Leia Também: Lula prepara aumento do salário mínimo para R$ 2.020,00

 

Fonte: Folhapress

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